sábado, 4 de outubro de 2008

Mente Acelerada
Mente acelerada, neurônios técnicos, células em colapso.
Meu sangue bebeu o vinho urbano, meus olhos não se rendem a qualquer quadro. Procuro carros nas ruas, buzinas em valsa, pessoas em transe com olhos no alvo, minha alma se indaga; afinal onde isso tudo acaba, onde começa o eu?
Eu?
O menino que minha mãe concebeu. Onde foi que escolhemos ser escolhido, o que foi que me disseram antes que eu não possa ou não consiga me lembrar?
Existe algum meio de amar?
E o que eu faço, é bom?Ou ta fora do tom?
Batom, mulher usa, homem não!
Quem foi que evento esse feminino estático, escravidão?
Eu tenho roupas no armário que não uso há tanto tempo. Um bilhete de três anos atrás, nada mais é, senão, um passado congelado.
E quem guarda dinheiro? A matéria dá segurança ao homem?
E quando ele morre o que ele leva? Segurança existe ou foi à maneira encontrar pra reprimir, aprisionar nossos instintos?
Tudo isso me anima
Ou
Desanima-me?
Não sei mais sinto que só os não cardíacos se sentem por cima,pois o resto que vive sofre ,morre, engole e não vomita.
Morre a cada dia um pouquinho da congestão que limita.

Patricia Carvalho-Oliveira

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