quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Um dia uma felicidade outro uma tristeza
Um dia um sorriso outro a dor da perda
Um dia um sol outro o mormaço insuportável
Um dia a tragédia outro a solidariedade
Um dia tudo de repente acontece
Um dia de repente escurece
E chove e esfria
E tutuo no corpo os pingos ardentes da chuva.

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Véspera de Natal, 24 de dezembro
Nenhum momento de ansiedade
Total momento de insanidade
Consciência que liberta
Liberta o mal, afasta os caras-de-pau

É Natal e nenhum momento de ansiedade
Total sentimento verdade da família santa
Enquanto Jesus nascia dois mil e oito anos depois eu morro
Morro em cima do morro no meio do mato
Cheio de mosquito, cachorro e gato
Cheio de ratos famintos a me roer


Uma taça de vinho, uma taça
Que não se quebra mesmo atirada pela janela
Natal de mágoa, de espada e escudo
Natal de luto, de lutaNatal sem comida,sem as pessoas queridas
Natal de Santa Catarina
Natal que não existiu
Nem presentiu
Nem viu


Peru, Bacalhau, Rabanada, Pernil ...
Jesus, Maria, José
Eu, meu pai, minha mãe, meus irmãos
Minha casa e minha vontade de comer
E sobrar sendo melhor que faltar
E doar a quem só tem ar pra inalar, ingerir, engolir
E de algum jeito sorrir no dia mais especial do ano


Novas roupas, novos sapatos
Novos dinheiros gastos
Menos tristeza que felicidade
Mas estudo e procurando a verdade


Se o que me falta é ler livros que eu não consiga entendere tentar ao menos um entendimento
Um forma de interpretar o que as palavras não podem dizer
A literatura pode me fazer esse dever
Ler, escrever são meus mecanismos
Minhas formas de expor ao mundo o que me resta na vidao dom e tom sutil
Sou Rodrigo Luz
(Búfalo Biill)

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