sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Pessoas em Transe ...

Os pássaros conversam sobre mim
A formiga percorre a entranha
Aranha cobre meu corpo em teia
Leia um artigo no jornal
Porque assim aumenta seu baixo astral
Tente me olhar por um segundo
Perceba que não sou igual ao mundo
Não seja perplexa quando eu disse que não sou assim
É apenas você que me rouba o controle
Fazendo ele não ser remoto
Não compare minha personalidade
Sou capaz de bifurcar-me e lhe dar a outra metade
Não me venha com perdões revestidos de hipocrisia
Pois minha poesia é o relato da realidade
Fui covarde por um tempo
Não consegui fugir da luta
E perdi, me perdi querendo me encontrar
Não queira me apaziguar
Nasci pra mecânica, pro movimento, pra ação
Se você não me der sua mão...
ela continuará no chão.
Ninguém me procura quando estou carente
A não ser aquele moço que sorriu, mesmo sem dente.


Rio,25/Set/2009

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