quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Virei a noite e nada !

Virei a noite e não consegui escrever nenhuma poesia. Saudade do tempo em que nada eu entendia e simplesmente me surgia alguns versos inventados. 
A vida me cobra saber um pouco de tudo, a vida me cobra me entender... 
A vida me cobra, mas eu não tenho como pagar... 

Esnobe sensação de me entregar
Esnobe coragem de andar, tal como uma criança que sem equilíbrio teme cair 
A vida me quer lá, e eu ainda aqui... 

Eu pensei que viver bem, fosse somar as compreensões 
Mas Clarice provou que não. O amor não é o somatório de compreensões
Mas o grande cálculo de incompreessões apressadas, sem pressa
A vida não regressa, só avança. Mas eu ainda sinto falta da época de criança

A vida não me cobrava, nem a inquilina do apartamento
Era fácil surgir um sentimento por alguém...
A vida era brincar o dia inteiro
A vida era brincar
A vida era... agora é a vida de verdade ! 

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